quinta-feira, 19 de abril de 2012



6º sentido

Os olhos ardem muito,
Você deita na cama sem fazer nada,
As coisas a sua volta estão em preto e branco,
O colorido parece ter pedido o sentido.
A monotonia escarnecida
Perece viver sobre o seu corpo,
A solidão lhe consome,
E é você que perece não ter mais sentido.

Você não quer levantar-se para a rotina obsoleta,
Você quer ficar ali,
Estirado na cama com um fardo de pensamentos na mente,
Vendo seu filme passar em um cinema mudo.
Mesmo sendo manhã a casa está escura,
Janelas e portas não foram abertas,
E para que abri-las?
Para o vento ou o tempo passar?
Tempo que não volta mais!


Uma ganância profunda!
Uma tortura espiritual!
Você sente o cheiro de podre vim da alma,
Sua cama parece ser um mundo imenso,
E você da voltas e voltas e para no mesmo lugar.
A agonia é aumenta,
O peito passa a ser espremido.
Respiro e voe!
O mundo lá fora grita o seu nome!

Felipe Santos

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