quinta-feira, 19 de abril de 2012


O príncipe das sombras
 

Era estranho!
Aquela rua parecia ser imensa,
Os cães impertinentes madrugavam a ladrar;
A lua funcionava como uma guia,
Dava um motivo para caminhar;
Caminhar meus passos lentos e despreocupados.
A cada ruído uma sensação,
E eu caminhando lentamente
Pensava nas minhas grades descobertas que não foram feitas.
Grandes descobertas para um nada!
Um nada adjetivo,
Um nada que não é nada.

Um cansaço sem sabor castiga o corpo,
A respiração fica ofegante quando fecho os olhos,
Meus olhos desconfiados que estavam fixo na sombra,
Minha sombra amante,
Aquela que vaga no tempo se escondendo da dor.

Do rosto borda-se um sorriso dissimulado,
Que pode enganar os olhos abertos,
Mas os olhos fechados não.
Esses enganos poéticos,
Rebuscados nesses livros de mofo,
Com cheiro profundo de vida.
A vontade de escrever chega aos dedos,
Lá do fundo do peito vêm todos os termos,
E o homem cria seu novo sentido.
Mas a vontade de se vai como poeira no vento,
E depois ela volta como poeira no vento...

O cansaço acalma!
Chega a hora de dormi,
A hora dos sonhos do sono e do irreal!
De estar inconsciente,
De incorporar o distorcido.
Boa noite a todos!
Durmam com os anjos e me encontrem em seus sonhos.

Felipe Santos      

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