sexta-feira, 15 de março de 2013


Cedo ou tarde


                 Dizem que tudo na vida tem o seu tempo! E pensando nisso eu lembrei-me de certo dia na primavera, quando um jovem de 13 anos de idade sentou no terraço de sua casa e ficou olhando as estrelas; pernas esticadas e braços cruzados, adorava viajar nas constelações e diferenciar o brilho entre elas, pensava em uma dia poder viajar o mundo e vê se o céu é o mesmo nos outros países. O menino cresceu, e que com 20 anos de idade teve oportunidade de olhar o céu das terras caribenhas, e ele olhou! Olhou, mas não com aquele olhar de outrora, onde os sonhos pareciam ganhar vida diante das estrelas, que iluminavam o caminho do destino que ele sabia que tinha que construir.
                  Na vida muitas vezes perdemos a essência de nossa alma, perdemos os valores, ou os deixamos para trás por achar que se tornaram insignificantes, fechamos os olhos para a criança que fomos acreditando que a maturidade que nos é cobrada dia após dia, não deixa espaço para a fantasia, e a cada problema que surge no que chamamos de vida a adulta, nos tornamos mais frios ou realistas, insensíveis e incapazes de construir pontes, mas fortes o suficiente para construir muralhas, que podem nos proteger de muitas forças adversas, mas nunca dos nossos próprios erros e dos nossos próprios medos; ou seja, não nos protegem de nada, já que o grande vilão da humanidade é sua própria vaidade. Mas tudo na vida tem o seu tempo, uma fruta não madurece no cacho sem levar chuva e sol. Novas primaveras viram, sementes vão germinar, e as estrelas sempre estarão no céu, inclusive aquela que te faz brilhar.



Eriberto Henrique, Jaboatão-PE. 06 de Novembro de 2012


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